25/06/2013
Para braços e mãos livres de lesões, a dica é parar e alongar


Dirigir por horas seguidas pelas curvas das estradas brasileiras pode ser mais do que cansativo. Os movimentos de mudança de marcha, rodar o volante e buzinar se repetem entre uma entrega e outra e, quase despercebidos, acometem a saúde de quem vive sob extensa carga horária transportando cargas pelo País.

A postura, aparentemente um fator inofensivo, requer atenção dobrada dos caminhoneiros ao longo de suas viagens. "É necessário evitar movimentos que forcem muito. Adaptar bem os bancos ajuda a não gerar uma postura errada. Procurar, dentro do próprio veículo uma posição que seja confortável e não comprometa o ato de dirigir é outro ponto a favor do motorista", aconselha Dirceu Diniz, médico especialista em medicina do tráfego da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet).

Os cuidados devem ser especiais, especialmente, quanto aos ângulos em que se posiciona o pescoço, a coluna cervical, os ombros e quadris, pontos que estão intimamente ligados ao modo como os braços e mãos ficarão ao trafegar. Entre pernas e quadris, é recomendado que se mantenha uma posição angular de 110 graus, ligeiramente dobrados e um pouco relaxados, para evitar traumas. Ombros e pescoços devem manter-se em repouso, livres e confortáveis. O ideal é que o motorista sente ereto, em 90 graus - as costas, especialmente, devem estar bem apoiadas nos assento.

O braço, que faz uma mudança de 40 centímetros entre a marcha maior e a menor, precisa se sustentar junto ao corpo, e cuidar para não abrir nem fechar muito. Segurar o câmbio sem forçar é o aconselhado para não contundir o pulso e impedir torsões. Quanto aos dedos, a dica é movê-los com leveza e apenas com a força necessária para conduzir o volante com segurança. Os cotovelos precisam estar em uma angulação média de 150 graus, avulsos ou apoiados.

Fazer uma pausa a cada 50 minutos é outro conselho que Diniz dá para que os viajantes tenham mais bem-estar. "Parar para mudar a posição corpórea favorece, e muito: isso ajudará o caminhoneiro a ter mais energia. Descansar por alguns minutos revigora tanto o corpo, quanto a mente", ressalta o médico. Caso o profissional consiga, parar nesses intervalos é importante. Fazer um alongamento completo, de todo o corpo, incluindo costas, pescoço, pulsos, braços, joelhos e pés auxilia a distanciar contraturas. Mover tanto os braços quanto as pernas e o tronco, antes e depois de dirigir, também dará mais energia.

Ao optar por seguir viagem direto e não fazer pausas para descansar o corpo, o motorista pode sentir dores musculares e cansaço. O ideal é que, no mínimo, dois alongamentos por período sejam feitos para aliviar o esforço físico excessivo. Mesmo com a rotina apertada entre o caminhão, a família e o descanso, atividades físicas aeróbicas ou musculação são muito indicadas para fortalecer a massa muscular e melhorar a qualidade de vida, além de evitar fadiga e doenças cardiovasculares ou respiratórias.

Caso sintam dor aguda em ombros, dedos, mãos ou braços, o indicado é que procurem um médico ortopedista ou clínico geral para evitar a evolução destes traumas. É possível tratar eventuais problemas sem interromper a carga horária: a fisioterapia é uma forte aliada para curar esses desconfortos. Alguns movimentos podem ser feitos entre um descanso e outro, substituídos ou aliados aos alongamentos.

Fonte: Portal Terra



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